Nos dias 04 e 08 de maio de 2026, cerca de 340 pessoas participaram dos encontros do Sarau Parapuã, realizados nos CAPS AD Brasilândia (sarau respectivo às ações feitas no CAPS lll Adulto da Brasilândia) e Biblioteca de Perus (sarau respectivo ao CAPS ll Adulto de Perus), na Zona Noroeste de São Paulo. As atividades reuniram usuários dos CAPS, trabalhadores da saúde, artistas, coletivos culturais e moradores do território em programações marcadas por música, poesia, arte e convivência, reforçando o papel dos CAPS como espaços de cuidado em liberdade e produção cultural nas periferias.
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| Sarau Parapuã - Realizano no CAPS AD da Brasilendia - Foto de Cacau Brandão |
Os encontros marcaram o lançamento do livro “Oficinas de Arte e Cultura – um sobrevoo pelos CAPS Adultos Brasilândia e Perus” e abriu a programação cultural do projeto “A Arte como Meio de Promoção da Saúde Mental: um olhar sob CAPS sediados em periferias” (@saude.na.periferia).
O nome Sarau Parapuã nasceu de uma memória afetiva e territorial ligada ao próprio processo da pesquisa. “Parapuã” significa encontro, confluência entre rios, e também é o nome da rua onde Jaqueline Barreto e Emanuela Fontes da Costa desciam do ônibus para chegar ao CAPS III Adulto da Brasilândia. “Eu, Jaqueline, sabia que era um nome Guarani, mas quando descobri o significado não pude deixar de imaginar e sonhar com a confluência das artes geradas dentro desses CAPS. Isso precisava circular e se encontrar num solo fértil e potente que a cultura é”, explica a pesquisadora e proponente do projeto.
A programação contou com apresentações musicais, poesia, roda de samba, exposição de arte dos usuários do CAPS, feira de economia solidária, oficina de criação de estandartes e cartazes para a luta antimanicomial, além de microfone aberto. Entre os destaques estiveram a participação do projeto “Não Coma o Microfone”, o pocket show “Brasilidades e Poesia”, com Gracy Morais, e a roda de samba com os grupos “Só Pra Elas” e “Só Pra Alegrar”.
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| Sarau Parapuã - Realizano no CAPS AD da Brasilendia - Foto de Cacau Brandão |
O livro lançado durante o evento registra experiências culturais desenvolvidas em CAPS da periferia de São Paulo e propõe um novo olhar sobre esses espaços, frequentemente estigmatizados. A pesquisa investigou como práticas artísticas como música, literatura, teatro e artes visuais, contribuem para o fortalecimento subjetivo, a convivência e a promoção da saúde mental de usuários dos CAPS Adulto III da Brasilândia e CAPS II Adulto de Perus.
“Nos CAPS existe uma produção cultural muito potente que quase nunca ganha visibilidade. São oficinas, experiências coletivas e processos criativos que ajudam a reconstruir vínculos com a vida e com o território”, destacam as pesquisadoras.
O projeto também busca enfrentar os estigmas ainda associados à saúde mental e aos CAPS. “A loucura precisa ser melhor acolhida. Esses espaços promovem cuidado em liberdade, convivência e práticas culturais nos territórios”, afirmam.
O estudo foi desenvolvido por meio do Edital ProAC nº 46/2024 – Pesquisa e Publicação de Estudo Cultural. Já as ações territoriais foram contempladas pelo Edital Fomento CultSP PNAB nº 46/2024 – Pesquisa e Publicação de Estudo Cultural, com apoio do Governo Federal, Governo do Estado de São Paulo, Política Nacional Aldir Blanc, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e Fomento CultSP.
O último encontro acontece no dia 13 de maio (quarta-feira) no CECCO Perus. Em parte das atividades haverá recursos de acessibilidade como Libras e audiodescrição.
Informações: www.instagram.com/saude.na.periferia/
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